quinta-feira, 31 de outubro de 2013

The end

Depois de um terremoto, quais são as alternativas?



Segundo um dito popular quando tudo esta indo mal, Você tem duas opções: ou fica parado e foge de tudo ou  encara de frente, vislumbrando a situação como novos desafios a serem vencidos.Parece bem obvio a alternativa correta né?
Mas o fato é que o cenário é de guerra, destruição, caos total. A terra tremeu, se abriu e engoliu tudo que estava sobre ela. E recomeçar significa depositar uma carga de energia imensurávelmente grande.Não chega a ser impossível, mas se torna sem sombra de duvidas,cansativo.Principalmente quando a recuperação passa a ser constante. Mal se ergue o castelo e ele já esta ao chão de novo.
Entregar os pontos não deixa de ser uma opção. E no momento nem consigo dizer o quanto ela me parece considerável.
Tenho lutado dia após dia para reconstruir meu império, e estou tão cansada. E me sentindo tão fraca.
Tenho medo dos próximos dias,estou perdendo tudo gradativamente. E sinto que comecei a perder o que mais temia: a sanidade. Pra quem já perdeu os sonhos, a saúde, os amigos, a base, o amor,a  fé e a paz, a sanidade era meu ultimo trunfo.
Agora ela também esta indo embora. E o que vai sobrar?

Depois da derrota qual é o próximo passo?

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Assim de simples...

O que o dia tece,
a noite esquece.
O que o dia traça,
a noite esgarça.
De dia, tramas,
de noite, traças.
De dia, sedas,
de noite, perdas.
De dia, malhas,
de noite, falhas.

                 (Ana Marques, Penelope I )

À medida que o tempo foi passando, eu percebi que nosso tempo também estava passando, que era chegada a hora de dar adeus, de deixarmos bem claro para nossos corações que a decisão deles nunca foi a melhor para nós. Afinal, o amor não trás felicidade, o amor trás dor. A euforia de estar com alguém, a alegria compartilhada é que vai dizer somente com o tempo, se o amor fará parte da história. Existiu amor, existiu nós dois, mas nunca existiria felizes para sempre"
                                                                                                                                     (Dois Tons de Amor)




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Filosofando sobre o amor...


Todo relacionamento sempre Dara certo. Sempre! Tem sido assim durantes anos e anos, gerações após gerações. Relacionar pra mim é sinônimo de Achar. Eu me relacionei com você. Eu me achei com você. Eu te encontrei. E encontros ou é ou não é. Não a como QUASE encontrar uma pessoa. Se você não a encontrou, não a achou e pronto. É como se eu quase conseguisse engravidar. Opa, foi por pouco. -  isso não existe. E partindo desse pressuposto, se você esta com alguém, você fez algo certo. Você a achou. Parabéns. Isso é muito difícil hoje em dia.Estou orgulhoso de você.
Ai você diz: “Ok, obrigado. Mas e agora? Achei a pessoa mas não era o relacionamento certo... e chegamos no fim.Isso prova que nem todos o relacionamentos nasceram pra darem certo.”
Não. Esse amor fracassado que você julgou, é na verdade apenas um amor. E nele não há nada de errado. “mas ele acabou?!” sim ele acabou. Como tinha que ser. Por um acaso você conhece algo eterno nessa vida? Tudo acaba. A própria vida é limitada. E como haveria de ser o amor também o é. Já nascemos caminhando para morte. A passos lentos, ou a galope... não importa.O destino de todo ser humano é a morte. E os relacionamentos também foram feitos para nos acompanhar. Ele precisa ter um fim. E sempre antes ou junto contigo, mas nunca após você. Sentimento precisa de gente pra senti lo. Não tem lógica que um relacionamento continue sem a pessoa aqui para contempla lo.
“Mas ele se foi cedo, cedo demais”
Talvez. Mas muitos de nós também vamos não é?Quando recém nascidos vem ao mundo apenas para um primeiro e ultimo suspiro? Ou quantas jovens vidas são tiradas por negligencia, violência, e fatalidades? Alguém pode evitar? Não. Esse é o destino. Morrer. Hoje, amanha daqui 100 anos... não sei,. Apenas sei que uma hora a promessa deve se cumprir.
O amor pode morrer de velhice, pode morrer prematuro, pode por descuido se acidentar.Ele pode ser assassinado, cometer o suicídio ou apenas fraquejar. O amor, também nasceu pra morrer.
Mas observe. Uma vida, por mais curta que seja sempre será  uma vida. E cumpriu com êxodo seu papel. Começo, meio e fim. Ela simplesmente acontece. Dá certo.  
E por que não com o  amor?
Se houve relacionamento, houve inicio e meio. horas, dias, semanas, meses, anos, décadas... pouco importa. E se ele acabou, ai então cumpriu seu papel.
“As vezes o relacionamento acaba, mas o amor não.”
Sim, por que amor e relacionamentos são como irmãos. As vezes gêmeos, as vezes com diferença de idade.
Podem nascer juntos  na mesma hora o que raramente acontece. Geralmente você se relaciona primeiro, conhece a pessoa e a partir da convivência gera se o amor.Que extremamente frágil pode sim vir a falecer antes do relacionamento como os tais bebês prematuros de que lhe falei. Agora, veja bem, por vezes é o relacionamento que não acompanha o ritmo do amor. E parte primeiro.
 Eles quase nunca morreram juntos. Por que ate os gêmeos possuem ritmos vitais diferentes.
 Mas Sim. Essa é sim a  ordem mais comum na vida, ou deveria ser, os mais velhos deixando o mundo antes dos mais novos. Por isso ainda lhe resta o amor. E que Lhe seja doce, piedoso e suave. Essa é sempre a pior parte. Ficar com algo que não se sabe o que fazer. Vem daqui, a sensação de  fracasso a impotência...Mas agora sabes, teu relacionamento valeu sim, deu certo, agiu conforme o que era esperado. E o gosto amargo na boca, advêm da velhice do amor...Portando, seja forte! Tudo tem um fim. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

E lá vem você...



“Aí você volta cheia de pressa em se livrar de mim e eu penso que tudo bem. E eu nem te amo mesmo. Não é você. E lá vem você me perguntar porque é que estão todos casando, e falar pela trigésima vez que você vai acabar sozinho e não deve nada a ninguém. E lá vem você me olhar apaixonada e, no segundo seguinte, fria. E me falar para eu não sofrer e para eu ir embora e para eu não esperar nada e para eu não desistir de você. E eu me digo que não é você. Porque, se fosse, meu sono seria paz e não vontade de morrer. Me despeço, já sem aquela dor aterrorizante, das partes de você que mais amo. Ainda que eu nem te ame mesmo. E me despeço das partes da sua casa que eu mais amo. Ainda que nada disso seja amor. Preciso me aliviar. O mundo não suporta mais esse meu não amor por você. Meus amigos espalmam a mão na minha cara e já vão logo adiantando que se eu pronunciar seu nome, eles vão embora sem nem olhar para trás. Remédios só me deixam com um bocejo químico e a boca do estômago triste, mas não tiram você do meu coração. E escrever, que sempre foi a única coisa que adiantava para os dias passarem menos absurdos, já se tornou algo ridículo. Escrever sobre você de novo? De novo? Tenho até vergonha. Nem eu suporto mais gostar de você. E olha que nem gosto. E no meio da noite, quando eu decido que estou ótimo afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar.”









Nota da autora: Texto produzido pela escritora Tati Bernardi para dar as boas vindas ao blog, que esta de cara nova e de escritora velha também. Esse ser que vos escreve, completa mais um ano de vida. E pra parar de escrever sobre o quão ruim costuma ser pra mim essa data, e toda lengalenga de sempre...optei por colocar o  texto mais real e descritível que já li. Espero que gostem... sobretudo, do texto.